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20 de abril de 2010

Felizmente há luar: tópicos de estudo


Para estudar para o teste, prestar atenção a:


Da web


  • tempo histórico (século XIX) e tempo da escrita (século XX);
  • tipologia das personagens, de acordo com a classe social a que pertencem: povo, nobreza e clero;
  • a denúncia dos delatores: Vicente, Andrade Corvo e Morais Sarmento;
  • o estrangeiro: Beresford e a sua visão crítica do comportamento dos portugueses;
  • a personagem "ausente", Gomes Freire e seu carácter simbólico: apesar de todas as adversidades, não desiste da luta pela liberdade;
  • as personagens femininas, sobretudo Matilde: a fidelidade aos afectos e ideais;  
  • espaço físico, apenas sugerido; espaço social caracterizado pelo carácter das personagens que o "habita";
  • estrutura externa: divisão em dois Actos; estrutura interna: a sequência da acção;
  • as didascálias: marcações, efeitos de luz, som, gestos das personagens, atribuindo-lhe um carácter quase narrativo;
  • a linguagem e estilo: marcas da linguagem oral (exclamações, interjeições, interrogações, reticências); recurso frequente à ironia; metáforas; níveis de língua diversos, de acordo com a classe social de quem intervém;
  • a simbologia do título: a renovação, a esperança na liberdade.

14 de abril de 2010

"Felizmente há luar": uma abordagem inicial


Para compreendermos o significado e a intencionalidade desta peça de teatro, escrita em meados do século XX, é necessário conhecer os acontecimentos políticos dessa época e também aqueles que servem de "cenário" à acção desta obra: Felizmente há Luar de Luís de Sttau Monteiro.

Época: 
  • Invasões Francesas, início do século XIX;
  • Portugal pede ajuda a Inglaterra e é enviado o General Beresford para ajudar a combater os franceses;
  • O rei, D. João VI, fugira para o Brasil;
  • O autor aproveita os factos históricos desta época para retratar os acontecimentos políticos do seu tempo: século XX, década de 60 (Estado Novo, ditadura salazarista).

Classificação genológica (género literário):
  • Pertence ao género dramático, uma vez que é uma peça de teatro;
  • Mas foge aos cânones da tragédia grega, onde as emoções serviam de cenário à condição humana e onde o herói era impotente para alterar a vontade arbitrária dos deuses ou do Destino( recordar o Rei Édipo);
  • Neste drama, Felizmente há luar, o homem também desafia(hybris), mas desafia o poder político, ao pôr em causa a sua legitimidade e a tirania de quem o exerce e representa. Também, por isso, a punição atingirá quem assim actua. Assim se compreende, nesta perspectiva, a inevitabilidade da condenação à morte de Gomes Freire.
  • A intenção é denunciar e fazer reflectir o público/leitores sobre as injustiças sociais e políticas, pondo em evidência estes problemas, numa perspectiva marxista; 
  • Cabe ao(s)autor(es) desempenhar(em) esse papel, através da escrita de intervenção.